Direito Democrático

Uma democracia pressupõe consciência e cidadania

Archive for March 2011

Não a parceria público privada

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Espoliação do Estado e de todo o povo!

Estado entra com todo o investimento e particular somente com o lucro. Não a parceria público privada

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Written by spreif

March 29, 2011 at 3:33 pm

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Campanha para um trânsito melhor em São Paulo

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Written by spreif

March 22, 2011 at 6:51 am

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Em São Paulo, 70% dos ciclistas usam bicicleta para trabalhar

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São Paulo – Para o senso comum, bicicleta é mais um hobby do que um meio de transporte, um exercício nos fins de semana, perfeita para um passeio pelo Parque do Ibirapuera. Segundo pesquisa do Metrô, no entanto, mais de 70% das viagens feitas diariamente de bicicleta na capital são para trabalhar – pelo menos 214 mil moradores usam esse meio para chegar ao trabalho todos os dias.

Se forem levadas em conta outras atividades do dia a dia, como ir para a escola, fazer compras ou ir ao dentista, o índice sobe para 96%. Recreação mesmo, como pedalar pelos parques, responde por apenas 4% das viagens. “Há um consenso de que a bicicleta é usada para lazer. Mas o uso está mais ligado à periferia e à população de baixa renda”, diz o professor de Transportes da USP Jaime Waisman. “E agora há jovens de classe média que usam por ideologia.”

A pesquisa “O Uso de Bicicletas na Região Metropolitana de SP”, de agosto do ano passado, aponta ainda que a capital tem quatro polos de bikes. Ao analisar os distritos com mais de 2 mil viagens por dia, observa-se que 70% delas estão reunidas em Grajaú (e Socorro), Vila Maria (Vila Medeiros, Tremembé e Jaçanã), Jardim Helena (Itaim Paulista, São Rafael, Itaquera e São Miguel Paulista) e Ipiranga (Cursino e Sacomã).

O campeão de uso de bicicletas é o Grajaú, no extremo sul, onde são realizadas 9,4 mil viagens diárias. Essa é a única localidade em que o motivo principal não é trabalho, mas assuntos pessoais – como ir ao banco ou ao dentista. “É um local populoso e de baixa renda, por isso se usa muito a bicicleta para coisas cotidianas. E a topografia ajuda. Mas também fica longe e as viagens para trabalho precisam ser em outros meios”, diz a analista de Transportes do Metrô e responsável pela pesquisa, Branca Mandetta.

Quadro parecido ocorre na zona leste da capital. Muitos ciclistas ali, no entanto, fazem uso conjugado da bicicleta com outro meio de transporte. Prova disso é que os bicicletários de estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), como Itaim Paulista e Jardim Helena, ficam abarrotados durante quase todo o dia, esvaziando apenas no fim da tarde, quando estudantes e trabalhadores descem dos trens e seguem pedalando para casa.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Written by spreif

March 22, 2011 at 6:50 am

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Sigilo à venda

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Governo paulista erra ao manter segredo sobre dados de criminalidade e se vê obrigado a demitir sociólogo que os explorava em empresa

Já era de todo questionável a prática do governo de São Paulo de não divulgar dados detalhados sobre a criminalidade no Estado. A justificativa era que isso poderia alarmar a população e provocar a depreciação de imóveis em certas regiões.
Agora se sabe, graças a reportagem da Folha, que as informações ocultadas estavam disponíveis para poucos, mediante pagamento, por meio de consultoria da qual era sócio um alto funcionário da Secretaria de Segurança Pública: o sociólogo Túlio Kahn, chefe desde 2003 da Coordenadoria de Análise e Planejamento, que concentra todas as estatísticas sobre violência em São Paulo.
Nessa função, Kahn granjeou a reputação de técnico que contribuiu para elevar a qualidade dos diagnósticos sobre segurança. Nos últimos anos, o Estado obteve importantes reduções nos índices de criminalidade.
Ocorre que, desde 2005, Kahn era também sócio-diretor de empresa que vendia estudos com lastro nos dados sonegados. Como era inevitável, acabou demitido.
Causa estranheza que as atividades extragovernamentais de Kahn tenham passado incólumes por três administrações -Geraldo Alckmin (2003-2006), José Serra (2007-2010) e novamente Alckmin. Segundo argumenta o sociólogo, a sugestão teria partido do próprio governo, como forma de complementar vencimentos.
Ao anunciar a demissão do coordenador, o governador negou que tenha havido autorização para tanto. Parece implausível, contudo, que os superiores de Kahn -os secretários de Segurança Pública Saulo de Castro Abreu Filho e, agora, Antonio Ferreira Pinto- ignorassem o aproveitamento paralelo dos dados sigilosos.
A falta de informações detalhadas e confiáveis sobre segurança pública é um problema antigo no país. Enquanto nos Estados Unidos as informações locais são computadas e reunidas em um banco de dados nacional desde a década de 1930, no Brasil a uniformização patina.
A divulgação dos dados, nacionais e locais, tem óbvio interesse público. No plano federal, permite que analistas no governo ou em instituições de pesquisa identifiquem padrões mais gerais das ações criminosas e contribuam para aperfeiçoar a prevenção, sobretudo do crime organizado.
Nas esferas regional e local, a publicação de informações e tendências permite ao cidadão se precaver. Ao saber que em determinada rua se furtam e roubam mais carros, por exemplo, pode-se exigir mais policiamento ou, simplesmente, estacionar em lugar mais seguro. O governo de Minas Gerais, também sob comando do PSDB, torna públicos dados como esses, sem sobressalto.
O contribuinte tem o direito de conhecer em detalhes a situação da violência em sua cidade. Sem informações de qualidade e análise exaustiva das raízes da criminalidade, público e autoridades ficam sem instrumentos para combatê-la racionalmente.

Fonte –  Folha de São Paulo

São Paulo, quinta-feira, 03 de março de 2011

Written by spreif

March 3, 2011 at 4:12 pm

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