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CONTRA O NUCLEAR no dia 26 de ABRIL de 2011

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aqui , lá, em todos os lugares

                No dia 26 de abril de 2011 o desastre de Tchernobyl completará 25 anos. A “comemoração” não poderia ser mais trágica: de um lado, uma nova tragédia, o acidente de Fukushima no Japão; de outro lado, o fato de que o antigo desastre ainda não terminou. Nada há a comemorar, pois as consequências da tragédia de Tchernobyl ainda são sentidas. Até hoje, o governo da Ucrânia não construiu uma barreira definitiva de isolamento do reator radioativo. Ele corrói a cada dia mais o sarcófago provisório ao seu redor e já ameaça contaminar o lençol freático da região.

                E esse não é um caso isolado. Conforme a listagem da rede francesa “Sair do nuclear”, desde 2008 presenciamos inúmeros acidentes nucleares em todo o mundo. Para citar apenas alguns exemplos, poderíamos lembrar os casos da Bélgica, da Espanha (mais de 50 acidentes nos últimos cinco anos, destacadamente nas centrais de Vandellos II e de Asco I), da Alemanha, da Áustria (nos laboratórios da Agência Internacional de Energia Atômica), da Ucrânia (central nuclear de Rivné), da Eslovênia (central de Krsko) e da França (FBFC-Areva, EDF do Tricastin, entre outros). Há, além disso, outros acidentes históricos, como o caso da cidade de Rondônia, no Brasil.

                Então por que continuar com a energia nuclear? Não há uma resposta razoável para essa questão, já que inúmeros estudos e experiências em diversos países demonstram a possibilidade de substituição dessa matriz energética. Na verdade, em termos mundiais, o nuclear satisfaz a apenas 2,4% da consumação global de energia. No entanto, para produzir esse pequeníssimo valor, cotidianamente ele coloca em risco a saúde da humanidade.

                Por que sair do nuclear? Porque ele é perigoso à saúde; porque o nuclear nunca será “risco zero” e enquanto houver riscos haverá catástrofes que poderão ser fatais; porque o nuclear é ultra-poluente, produzindo toneladas de dejetos radioativos que não têm tratamento e tampouco onde serem jogados; porque ele permite o desenvolvimento e a proliferação de armas atômicas; porque ele engole investimentos públicos milionários que deveriam ser realocados para pesquisas de mais alternativas duráveis ou para projetos sociais; porque nunca fomos consultados se estávamos de acordo com os interesses governistas quando eles decidiram implantar o nuclear, colocando em risco nossas vidas.

                Sair do nuclear é possível. Mas é, sobretudo, necessário!

                Enquanto houver UM país do mundo com energia nuclear todo o planeta estará em risco. O nuclear ameaça toda a humanidade, sem distinção de nacionalidade, religião ou sexo. Diante disso, fazemos um chamado para que todos os indivíduos e grupos do planeta preocupados nos manifestemos juntos. Com debates, passeatas e protestos, manifestações alternativas, outras formas… Não importa como. Cada um(@) a seu jeito, segundo suas possibilidades locais. Mas junt@as contra o problema global do nuclear no dia 26 de abril de 2011, data de aniversario da tragédia de Tchernobyl, renovada pela tragédia de Fukushima.

Para que elas nunca mais se repitam! 

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Written by spreif

April 10, 2011 at 7:11 pm

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